{"id":244,"date":"2007-11-13T05:37:21","date_gmt":"2007-11-13T05:37:21","guid":{"rendered":""},"modified":"2010-11-04T23:27:19","modified_gmt":"2010-11-04T23:27:19","slug":"uma-dia-de-furia","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.discutindoarelacao.com.br\/?p=244","title":{"rendered":"Uma dia de f\u00faria"},"content":{"rendered":"<p>Voc&ecirc; j&aacute; viveu um dia que se inicia com o caf&eacute; manchando a gravata, seguido por um tr&acirc;nsito ca&oacute;tico que resultou no seu atraso &agrave;quela reuni&atilde;o mensal com seu chefe, motivo pelo qual voc&ecirc; recebeu uma enrabada na frente de toda a galera? Ah! E depois de 4 longas horas de uma reuni&atilde;o absolutamente enfadonha, voc&ecirc; ainda ficou sem almo&ccedil;o e sem Internet? Seja bem-vindo ao mundo dos com-motivo-para-ser-psic&oacute;ticos!<\/p>\n<p>Olha s&oacute; o que o Wikipedia fala sobre isso: &quot;0 Transtorno Psic&oacute;tico Breve pode ter um quadro cl&iacute;nico muito parecido com a Esquizofrenia ou com o Transtorno Esquizofreniforme, apresentando del&iacute;rios, alucina&ccedil;&otilde;es, linguagem ou comportamento desorganizado ou com o Transtorno Delirante. Entretanto esses sintomas dever&atilde;o estar presentes por um curto espa&ccedil;o de tempo e persistir no m&iacute;nimo por um dia, e no m&aacute;ximo por 1 m&ecirc;s, melhorando completamente dentro desse per&iacute;odo.&quot;<\/p>\n<p>Pois bem, voc&ecirc; est&aacute; sofrendo de um TPB e j&aacute; chega em casa bufando e com aquele olhar William Foster de assustar criancinha e d&aacute; de cara com sua companheira, que est&aacute; com um semblante t&atilde;o amea&ccedil;ador quanto o seu.<\/p>\n<p>Alternativa A: voc&ecirc; passa batido por ela e vai direto para o banheiro tomar uma ducha fria.<br \/>\nAlternativa B: voc&ecirc; respira fundo, afrouxa um pouco os joelhos, deixa a coluna ereta, mentaliza imagens positivas e, ap&oacute;s alguns segundos, abre um sorriso.<br \/>\nAlternativa C: voc&ecirc; d&aacute; marcha a r&eacute; e volta para a rua para descontar sua f&uacute;ria no primeiro que aparecer.<br \/>\nAlternativa D: voc&ecirc; para na frente dela e pergunta o que ela est&aacute; encarando.<\/p>\n<p>Parece incr&iacute;vel, mas, na maior parte das vezes, &eacute; uma alternativa semelhante a D que acabamos escolhendo. E a&iacute; o estrago &eacute; inevit&aacute;vel. Descontamos nossa f&uacute;ria no outro e, nesses tempos onde pessoas desestressadas parecem pertencer a uma esp&eacute;cie em extin&ccedil;&atilde;o, o outro faz o mesmo com a gente. Resultado: partimos p&aacute;ra a guerra. E, na guerra, voc&ecirc; sabe, vale tudo! Nos armamos do ba&uacute; da mem&oacute;ria para disparar bombas de efeito moral, como &quot;voc&ecirc; sempre faz isso!&quot; ou &quot;lembra aquela vez&#8230;&quot; ou ainda &quot;voc&ecirc; age assim porque n&atilde;o me ama de verdade!&quot;<\/p>\n<p>Pois &eacute;, n&atilde;o temos as armas americanas, mas contamos com nosso pr&oacute;prio poderoso arsenal. Palavras como &quot;sempre&quot; e &quot;nunca&quot; s&atilde;o letais como uma metralhadora sovi&eacute;tica. Express&otilde;es que remetam ao passado ou questionem o sentimento do outro funcionam como artilharia pesada. E como a maioria de n&oacute;s n&atilde;o recebeu treinamento apropriado, as baixas costumam ser enormes. Baixas dos dois lados, como na guerra. E quem perde com isso &eacute; o relacionamento, amea&ccedil;ado por uma guerra particular. Isso mesmo: a guerra travada por cada parte do relacionamento n&atilde;o est&aacute;, em princ&iacute;pio, ligada ao relacionamento. O que &eacute; que sua companheira ou seu companheiro tem a ver com o chefe dele ou dela? Absolutamente nada! S&oacute; que &#8211; l&aacute; vou eu de novo repetir essa ladainha! &#8211; nossa imperfei&ccedil;&atilde;o nos impede de enxergar o &oacute;bvio e a&iacute;, como na guerra, miramos nosso alvo e nada parece nos afastar desse objetivo (auto)destrutivo.<\/p>\n<p>&quot;&#8230;esses sintomas dever&atilde;o estar presentes por um curto espa&ccedil;o de tempo e persistir no m&iacute;nimo por um dia, e no m&aacute;ximo por 1 m&ecirc;s..&quot; Vamos e venhamos, esse &eacute; o tipo de frase que n&atilde;o nos ajuda muito, n&eacute;? Que relacionamento sobrevive ou sobreviveria a um m&ecirc;s de f&uacute;ria?<\/p>\n<p>Por isso, est&aacute; na hora de voc&ecirc; come&ccedil;ar a olhar as outras alternativas e fazer novas escolhas. N&atilde;o quero ser estraga-prazeres, mas como o filme &quot;Um dia de f&uacute;ria&quot; j&aacute; data de 1993, o nosso amigo raivoso tem um fim, obviamente, tr&aacute;gico. Mais uma raz&atilde;o para que voc&ecirc; aprenda como se desarmar quando sentir que uma TPB se aproxima.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" width=\"123\" src=\"images\/stories\/furia.jpg\" alt=\"furia.jpg\" height=\"96\" class=\"alignright\" title=\"furia.jpg\" \/>Um homem desempregado chega ao seu limite durante um congestionamento e resolve combater a esc&oacute;ria da sociedade ele mesmo. O sujeito, repentinamente transformado em psic&oacute;tico, interpretado por Michael Douglas n&atilde;o &eacute; um personagem assim t&atilde;o distante de n&oacute;s. Tirando a arma de fogo, essa obsess&atilde;o norte-americana, William Foster poderia ser eu ou voc&ecirc;. Tudo &eacute; uma quest&atilde;o de oportunidade&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_s2mail":"no"},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.discutindoarelacao.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/244"}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.discutindoarelacao.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.discutindoarelacao.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.discutindoarelacao.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.discutindoarelacao.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=244"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/www.discutindoarelacao.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/244\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1268,"href":"http:\/\/www.discutindoarelacao.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/244\/revisions\/1268"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.discutindoarelacao.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=244"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.discutindoarelacao.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=244"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.discutindoarelacao.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=244"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}