{"id":285,"date":"2008-02-13T18:03:46","date_gmt":"2008-02-13T18:03:46","guid":{"rendered":""},"modified":"2010-11-04T22:22:48","modified_gmt":"2010-11-04T22:22:48","slug":"dr-com-seu-pequeno-e-mesquinho-ego","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.discutindoarelacao.com.br\/?p=285","title":{"rendered":"DR com seu pequeno e mesquinho ego"},"content":{"rendered":"<p>A primeira defini&ccedil;&atilde;o de ego que surge quando consultamos o dicion&aacute;rio &eacute; o &ldquo;eu de qualquer indiv&iacute;duo&rdquo;. E &ldquo;eu&rdquo;, al&eacute;m de primeira pessoa do singular, &eacute; a &ldquo;entidade metaf&iacute;sica da pessoa&rdquo; &ndash; metaf&iacute;sica que, a grosso modo, &eacute; a parte da filosofia que estuda a ess&ecirc;ncia dos seres; o que nos traz de volta ao conceito de ego que, para a psicologia, &eacute; simplesmente (sic) a experi&ecirc;ncia que o indiv&iacute;duo possui de si mesmo. E a&iacute; &ndash; ufa! -chegamos ao que nos interessa! <\/p>\n<p>A primeira experi&ecirc;ncia que temos de n&oacute;s mesmos surge em algum momento de nossa primeira inf&acirc;ncia, quando come&ccedil;amos a definir nossos contornos, as fronteiras que delimitam onde n&oacute;s terminamos e come&ccedil;a o outro. Quando gritamos &ldquo;eu!&rdquo;, portanto, tamb&eacute;m queremos dizer &ldquo;eu n&atilde;o sou voc&ecirc;!&rdquo;. &ldquo;Afinal, &ldquo;eu&rdquo; n&atilde;o &eacute; s&oacute; diferente de &ldquo;mundo&rdquo;, &eacute; o contr&aacute;rio de &ldquo;mundo&rdquo;, como se &ldquo;eu&rdquo; pudesse estar fora dele. <\/p>\n<p>Essa hist&oacute;ria, que parece pura pira&ccedil;&atilde;o, &eacute;, de fato&#8230; pira&ccedil;&atilde;o pura! A pira&ccedil;&atilde;o vem da constata&ccedil;&atilde;o de que, apesar de a t&aacute;tica da separatividade ser essencial para a forma&ccedil;&atilde;o de nossa consci&ecirc;ncia individual &ndash; leia-se &ldquo;ego&rdquo; &ndash;, ela deveria ser abandonada quando adquirimos recursos mais sofisticados para entender e estabelecer nossa inter-rela&ccedil;&atilde;o com o mundo. &Eacute; como o leite. O &uacute;nico mam&iacute;fero que toma leite depois que ele deixa de ser necess&aacute;rio para o desenvolvimento &eacute; o ser humano. Viciamos em leite na mesma medida em que n&atilde;o conseguimos mais abandonar esse pequeno e mesquinho ego, para quem s&oacute; existe ele, no centro de tudo. <\/p>\n<p>Para perceb&ecirc;-lo, basta observar nosso comportamento quando nos sentimos, de alguma forma, amea&ccedil;ados. &Eacute; o ego infantil que est&aacute; l&aacute;, bufando de raiva por se sentir contrariado. &ldquo;N&atilde;o doeu&rdquo;, grita o sapeca, depois de levar uma tremenda surra. <\/p>\n<p>Ele &eacute; rea&ccedil;&atilde;o emocional em estado primitivo, quase que reptiliano. Se fosse raz&atilde;o, perderia o sentido. O ego &eacute;, por ess&ecirc;ncia, narcisista, mas, como os vampiros, foge de espelhos. Enxergar-se t&atilde;o pequeno lhe seria mortal. E a exemplo de um ca&ccedil;ador de vampiros, &eacute; com o espelho que temos que confront&aacute;-lo. Ele precisa enxergar o papel rid&iacute;culo que faz quando nos obriga a agir como beb&ecirc;s hiper-carentes. &Eacute; preciso mostrar a ele que crescemos e que n&atilde;o mais precisamos de suas armas para nos defender das adversidades da vida. E, como bons pais, propomos um acordo com nosso amiguinho: n&oacute;s o protegemos e ele fica livre para brincar, mas apenas brincadeiras de crian&ccedil;a, porque a fase de brincar de gente grande j&aacute;&nbsp; passou&#8230; <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eu, eu, eu, eu! &Eacute; assim que uma crian&ccedil;a aprende a se colocar no mundo. Antes do &ldquo;eu&rdquo;, tudo era &ldquo;n&oacute;s&rdquo;. O &ldquo;eu&rdquo; surge para ajudar a crian&ccedil;a a perceber onde ela est&aacute; no mundo. Em pouco tempo, ela tamb&eacute;m aprende a usar o &ldquo;eu&rdquo; para se colocar no lugar de seus sonhos. E este lugar se chama &ldquo;centro do Universo&rdquo;. <\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_s2mail":"no"},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.discutindoarelacao.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/285"}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.discutindoarelacao.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.discutindoarelacao.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.discutindoarelacao.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.discutindoarelacao.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=285"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/www.discutindoarelacao.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/285\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1212,"href":"http:\/\/www.discutindoarelacao.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/285\/revisions\/1212"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.discutindoarelacao.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=285"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.discutindoarelacao.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=285"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.discutindoarelacao.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=285"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}