{"id":478,"date":"2009-12-19T22:08:31","date_gmt":"2009-12-19T22:08:31","guid":{"rendered":""},"modified":"2010-11-02T16:43:06","modified_gmt":"2010-11-02T16:43:06","slug":"9-horas-ou-43-anos-8-meses-23-dias-e-18-horas-2","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.discutindoarelacao.com.br\/?p=478","title":{"rendered":"9 horas ou 43 anos, 8 meses, 23 dias e 18 horas"},"content":{"rendered":"<p><img src=\"images\/stories\/mandala.jpg\" width=\"300\" alt=\"mandala\" class=\"alignleft\" \/>Desde agosto, mergulhei em um per\u00edodo que nomeei de \u201csab\u00e1tico\u201d, de maneira a classificar um momento de minha vida no qual escolhi abrir m\u00e3o de escolhas passadas e me permitir fazer novas escolhas. O curioso \u00e9 que, apesar de a palavra sab\u00e1tico ter sua origem no \u201cshabat\u201d judaico, nome dado ao dia do descanso semanal no juda\u00edsmo, simbolizando o s\u00e9timo dia em Gen\u00easis, ap\u00f3s os seis dias de Cria\u00e7\u00e3o, minha cabe\u00e7a nunca trabalhou tanto, e o que compartilho aqui \u00e9 o resultado de um dia de trabalho de di\u00e1logos reflexivos comigo mesmo e com outras pessoas que ocorreram na segunda semana do curso de forma\u00e7\u00e3o em Biologia Cultural que estou fazendo. Voc\u00ea pode se perguntar: e eu com isso? Realmente, talvez voc\u00ea n\u00e3o tenha nada com isso. Talvez voc\u00ea nunca tenha ouvido falar em Biologia Cultural. Talvez voc\u00ea fuja de qualquer coisa que pare\u00e7a uma \u201cDR\u201d \u2013 Discuss\u00e3o de Rela\u00e7\u00e3o, para quem n\u00e3o est\u00e1 acostumado com a abrevia\u00e7\u00e3o, mais comumente empregada pelas mulheres, acostumadas desde sempre com o viver nas redes de conversa\u00e7\u00f5es. Mas a experi\u00eancia tem me mostrado que, quando consigo escrever sobre ang\u00fastias profundas de minha alma e, quando sou tomado por uma coragem que n\u00e3o parece ser minha de abrir m\u00e3o do controle sobre a propriedade do texto e public\u00e1-lo aqui, como que por milagre acabo estimulando a reflex\u00e3o em outras pessoas. \u00c0s vezes, s\u00e3o in\u00fameras pessoas. \u00c0s vezes, \u00e9 uma s\u00f3. Como costumo falar para pessoas de meu c\u00edrculo de relacionamentos mais pr\u00f3ximo, n\u00e3o escrevo para ter p\u00fablico, escrevo para me ler melhor. Se voc\u00ea, no entanto, quiser me acompanhar nessa jornada, quem sabe voc\u00ea tamb\u00e9m possa se ver sob outra perspectiva, se abrir para experimentar novas lentes e, assim, enxergar facetas de si mesmo que n\u00e3o conseguia enxergar a partir de seus velhos \u00f3culos.<br \/>\n<br \/>\nN\u00e3o me proponho aqui a explicar o que \u00e9 a Biologia Cultural, tampouco referenciar ou validar meu relato por meio de qualquer doutrina ou metodologia. \u00c9 importante apenas esclarecer que a Biologia Cultural \u00e9 uma perspectiva que nos convida a refletir sobre o modo como vivemos. E com essa perspectiva em mente, segui para mais um dia de meu curso na companhia de um amigo, que me deu carona. Para facilitar os di\u00e1logos em grupo, a sala \u00e9 organizada em mesas com 5, 6 cadeiras. Como gosto de conhecer pessoas e id\u00e9ias novas, adotei a pr\u00e1tica de trocar de mesa diariamente. Nesse dia espec\u00edfico, minha inten\u00e7\u00e3o era sentar na mesma mesa de uma colega que registrava suas impress\u00f5es sobre o curso por meio de mandalas.<br \/>\n<br \/>\n\u201cMandala \u00e9 a palavra s\u00e2nscrita que significa c\u00edrculo, uma representa\u00e7\u00e3o geom\u00e9trica da din\u00e2mica rela\u00e7\u00e3o entre o homem e o cosmo. De fato, toda mandala \u00e9 a exposi\u00e7\u00e3o pl\u00e1stica e visual do retorno \u00e0 unidade pela delimita\u00e7\u00e3o de um espa\u00e7o sagrado e atualiza\u00e7\u00e3o de um tempo divino.\u201d (Essa explica\u00e7\u00e3o est\u00e1 l\u00e1 na Wikipedia, portanto, se quiser saber mais, pergunte a ela!)<br \/>\n<br \/>\nVou repetir: minha colega registrava suas impress\u00f5es por meio de mandalas, que ela mesma criava, ali ao vivo e em cores, sem qualquer r\u00e9gua ou recurso que n\u00e3o fossem suas canetinhas coloridas e, claro, ela mesma, ponto de partidal para o processo de refletir sobre seu pr\u00f3prio viver, afinal, estamos  em um curso de Biologa Cultural! Ent\u00e3o, nesse dia resolvi sentar-me ao lado dela, pois pensei:  que interessante conhecer algu\u00e9m que se expressa por meio de mandalas!<br \/>\n<br \/>\nEnt\u00e3o, escolhi uma mesa vazia para sentar e, assim que ela apareceu, com a candura das crian\u00e7as, apontei o dedo para ela e disse: Voc\u00ea! Gostaria de convid\u00e1-la a sentar na minha mesa!<br \/>\n<br \/>\n<img loading=\"lazy\" src=\"images\/stories\/mandala2.jpg\" width=\"200\" height=\"134\" alt=\"mandala2\" class=\"alignright\" \/>Senti que ela ficou um pouco surpresa com meu convite, tanto \u00e9 que me perguntou se n\u00e3o precisava ficar com o mesmo grupo de pessoas do dia anterior. Disse a ela que n\u00e3o havia essa obrigatoriedade, e ent\u00e3o ela foi at\u00e9 minha mesa e sentou-se em frente a mim.<br \/>\n<br \/>\nAo longo de toda manh\u00e3, enquanto eu fazia meus registros no computador, ela desenhava suas mandalas. De vez em quando, eu dava um jeito de observar seu processo criativo. Descobri, por exemplo, que ela come\u00e7ava por tra\u00e7ar um pequeno c\u00edrculo, que era depois colorido e recebia pontos ao longo de sua circunfer\u00eancia: 8 pontos, 4 pontos. A partir destes pontos, ela desenhava, camada a camada, o que acabaria por se constituir numa mandala colorida e t\u00e3o perfeita, que parecia ter sido desenhada em um computador \u2013 eu sei, falar isso \u00e9 uma heresia, mas a refer\u00eancia do desenho simetricamente perfeito \u00e9,  atualmente, do desenho manipulado pelo pensamento bin\u00e1rio \u2013 e previs\u00edvel! \u2013 do computador.<br \/>\n<br \/>\n<img loading=\"lazy\" src=\"images\/stories\/mandala3.jpg\" width=\"260\" height=\"174\" alt=\"mandala3\" class=\"alignleft\" \/>Foi assim que passei a manh\u00e3: entre meus registros no computador e o olhar sobre as mandalas criadas por minha nova amiga.<br \/>\n<br \/>\nNo per\u00edodo da tarde, uma outra colega nos prop\u00f4s uma din\u00e2mica de grupo, que consistia em uma esp\u00e9cie de dan\u00e7a espelhada numa forma circular, que, a mim, pareceu&#8230; uma mandala!<br \/>\n<br \/>\nDepois de algumas explica\u00e7\u00f5es, fui convidado a iniciar essa atividade.  \u00c9ramos mais ou menos umas 70 pessoas e eu havia sido escolhido para \u201cdar o exemplo\u201d. Pensei: uau, que responsabilidade! Cheio de coragem, iniciei a din\u00e2mica, encontrando-me com o primeiro colega no c\u00edrculo. Percebi que, de imediato, me conectei com uma qualidade de energia que eu conhecia e, portanto, sabia ser muito forte: a energia do amor. A cada encontro, essa energia parecia ficar mais forte.<br \/>\n<br \/>\nEmbora a descri\u00e7\u00e3o da experi\u00eancia n\u00e3o seja a mesma coisa do que viver a experi\u00eancia, sinto que preciso dar um pouco mais de detalhes a quem n\u00e3o participou dessa din\u00e2mica \u2013 na verdade, trata-se de uma descri\u00e7\u00e3o que, mesmo para quem estava l\u00e1 na sala, participando da mesma atividade, n\u00e3o tem como experimentar, pois foi uma experi\u00eancia minha e, portanto, \u00fanica.<br \/>\n<br \/>\nCada pessoa deveria, primeiro, aquecer suas m\u00e3os, friccionando uma na outra. Em seguida, fomos convidados a imaginar uma esfera de energia que se formava nesse processo e emergia entre as m\u00e3os. A atividade consistia em carregarmos nossa esfera de energia ao longo do c\u00edrculo formado por pessoas, parando na frente de cada uma e, embalados por uma m\u00fasica, empreendermos uma esp\u00e9cie de dan\u00e7a, onde brinc\u00e1vamos com nossas esferas imagin\u00e1rias. Bem, n\u00e3o sei se essa descri\u00e7\u00e3o ajudou, mas o fato \u00e9 que levei a brincadeira a s\u00e9rio e senti, verdadeiramente, que consegui, nessa din\u00e2mica, me encontrar com cada uma das pessoas que formavam aquele c\u00edrculo, tanto \u00e9 que, ao t\u00e9rmino da atividade, me senti de tal maneira energizado e poderoso que n\u00e3o tenho palavras que consigam explicar esse sentimento \u2013 quem sabe se minha amiga me ensinar a desenhar mandalas&#8230;<br \/>\n<br \/>\nCom esse n\u00edvel de energia, fui at\u00e9 minha mesa \u2013 onde estava a criadora de mandalas -, sentei-me confortavelmente em minha desconfort\u00e1vel cadeira, abri meu laptop e preparei-me para registrar as impress\u00f5es do que iria ocorrer a partir daquele momento. Ximena D\u2019Avila, parceira de Humberto Maturana na Biologia Cultural, iniciou sua explana\u00e7\u00e3o nos convidando a abandonar nossos computadores e cadernos para estarmos mais presentes \u00e0 experi\u00eancia que ela iria nos trazer. Nesse momento, dirigi-me ao amigo que estava ao lado, tamb\u00e9m com seu laptop aberto, e contei-lhe que eu n\u00e3o estava muito a fim de abrir m\u00e3o desse recurso, e ele respondeu-me estar na mesma situa\u00e7\u00e3o.<br \/>\n<br \/>\nPassados alguns minutos, Ximena olhou diretamente para mim e, percebendo que fazia anota\u00e7\u00f5es em meu laptop, resolveu me usar como \u201cexemplo\u201d. Para justificar sua teoria de que computadores, cadernos e celulares dificultavam nosso estado de presen\u00e7a, senti-me utilizado como o exemplo negativo.<br \/>\n<br \/>\nComo ocorre quando repentinamente nos assustamos com alguma coisa inesperada, fui arremessado de um estado de presen\u00e7a propiciado pela din\u00e2mica da dan\u00e7a circular com a esfera de energia diretamente para a sala de aula de minha inf\u00e2ncia. A professora me pegou colando na prova! Eu que sou um aluno estudioso, fui pego em um dos poucos momentos de vacilo. Passei minutos, que pareceram intermin\u00e1veis, em um di\u00e1logo interno que, na realidade, trazia o dilema expresso na pergunta: submeto-me ou n\u00e3o me submeto? Interrompi essa ang\u00fastia fechando abruptamente meu laptop e jogando meu fone da tradu\u00e7\u00e3o &#8211; embora entenda bem o espanhol, uso o recurso da tradu\u00e7\u00e3o para descansar meus  ouvidos de vez em quando \u2013 sobre a mesa, ao mesmo tempo em que expressava em alto e bom som, para que todos ouvissem:  est\u00e1 bem, abandono tudo!<br \/>\n<br \/>\nMuitos riram dessa minha atitude \u2013 seria ironia, gra\u00e7a, admira\u00e7\u00e3o, surpresa?  -, por\u00e9m, no fundo, eu estava com muita raiva. Tanto \u00e9 que observei que, nesse momento, fiquei com os bra\u00e7os cruzados, numa atitude normalmente contr\u00e1ria ao que se poderia chamar de \u201cabertura\u201d.  Mais tarde, quando refleti sobre o epis\u00f3dio, percebi que essa era uma forma de me vingar de Ximena.  Se \u00e9 para me submeter a sua vontade, que ela se sinta mal por isso! Olha s\u00f3 o que voc\u00ea fez comigo? Era isso que eu queria dizer a ela com minha postura.<br \/>\n<br \/>\nNo entanto \u2013 e a\u00ed n\u00e3o consigo encontrar uma explica\u00e7\u00e3o -, quando uma outra colega trouxe um relato sobre uma situa\u00e7\u00e3o cr\u00edtica que ela havia vivido algumas semanas atr\u00e1s, vi-me novamente conectado com o que denomino \u201cestado de presen\u00e7a\u201d.  Explico esse estado pelo que vivi nessa situa\u00e7\u00e3o espec\u00edfica. Enquanto essa colega relembrava um assalto que ela viveu em sua casa, percebi que sua respira\u00e7\u00e3o se alterava, sua garganta ficava seca e seu corpo inteiro clamava por&#8230; \u00e1gua! Percebi isso em meu pr\u00f3prio corpo! Era como se eu estivesse sentindo o que ela estava sentindo. Imediatamente, sem pensar muito \u2013 s\u00f3 um ratito, como dizem os nativos de l\u00edngua espanhola \u2013 fui at\u00e9 o fundo da sala, enchi um copo com \u00e1gua,  aproximei-me dela e lhe disse: acho que voc\u00ea precisa de \u00e1gua. Ela me agradeceu,  pegou o copo de \u00e1gua e&#8230; bebeu!<br \/>\n<br \/>\nDepois, quando pude refletir sobre esses acontecimentos, embora ainda n\u00e3o conseguisse entender como sai de um estado onde n\u00e3o me senti amado \u2013 a \u201cbronca\u201d que levei por insistir em ficar com um computador ligado \u2013 para um estado real de presen\u00e7a, a ponto de sentir em meu pr\u00f3prio corpo a necessidade de uma pessoa que eu sequer havia trocado uma \u00fanica palavra, entendi que podemos transitar entre um estado de dor e prazer assim, em um estalar de dedos, desde que n\u00e3o nos apeguemos ao passado, ou seja, desde que n\u00e3o fiquemos com os olhos voltados para tr\u00e1s. Se me senti n\u00e3o-amado porque Ximena mostrou a todos na sala que eu insistia em manter o computador ligado enquanto os demais aceitaram o convite de deslig\u00e1-lo, como eu poderia me sentir totalmente conectado no minuto seguinte com uma pessoa que eu n\u00e3o tinha qualquer intimidade? Em outras palavras, como \u00e9 poss\u00edvel migrar da dor para o prazer num estalar de dedos? N\u00e3o sei responder essa pergunta, mas foi assim que senti o que vivi&#8230;<br \/>\n<br \/>\nE, no momento de refletir sobre o que vivi nessas 9 horas do quarto dia da segunda semana do curso de Biologia Cultural, uma outra dor emergiu&#8230;<br \/>\n<br \/>\nEu estava vivendo no dia 17 de dezembro, mais ou menos, \u00e0s 18h30. Nesse instante que j\u00e1 passou, surgiu em minha mente, de forma cristalina, como se estivesse ocorrendo naquele momento, um sentir que n\u00e3o parecia estar relacionado \u00e0quele momento espec\u00edfico. Esse sentir pode ser expresso pela afirma\u00e7\u00e3o: toda vez que fico em evid\u00eancia \u2013 fui eu que comecei a din\u00e2mica da dan\u00e7a circular das esferas de energia -,  algu\u00e9m (uma autoridade) me distingue e aponta seus dedos acusadores diretamente para minha sombra. \u201cVoc\u00ea, que insiste em n\u00e3o desligar seu laptop&#8230;\u201d<br \/>\n<br \/>\nMeus pensamentos me dizem: toda vez que eu me sobressaio, fico t\u00e3o vis\u00edvel, mas t\u00e3o vis\u00edvel, que tanto minha luz quanto minha sombra ficam vis\u00edveis. Em outras palavras, quando me movo para o centro das aten\u00e7\u00f5es, me torno fr\u00e1gil, presa f\u00e1cil para quem quiser desqualificar-me. E como desqualificar-me? Apontando o dedo para minhas imperfei\u00e7\u00f5es! \u201cVoc\u00ea, que insiste em n\u00e3o desligar seu laptop&#8230;\u201d A conclus\u00e3o \u00e9 simples: melhor n\u00e3o aparecer muito, melhor me apagar para n\u00e3o chamar muito a aten\u00e7\u00e3o, melhor dividir a responsabilidade de minha vida com outras pessoas, melhor entregar a chave da gaiola de ouro para o outro&#8230;<br \/>\n<br \/>\nSinto que n\u00e3o preciso dizer mais. Sinto que, verdadeiramente, partilhei uma experi\u00eancia que vivi com muita fidelidade ao que, de fato, aconteceu. Sinto que revelei a ferida que foi tocada ao viver essa experi\u00eancia. Sinto que, ao revelar minha ferida, me humanizo e, sobretudo, me liberto, liberto-me para fazer uma nova escolha.<br \/>\n<br \/>\nSinto esse processo como um convite, mas n\u00e3o como um convite para que outras pessoas fa\u00e7am o mesmo que fiz, que escancarem suas feridas para o mundo. Sinto que isso &#8211; expor minhas entranhas para estranhos &#8211;  \u00e9 algo meu. N\u00e3o entendo por que fa\u00e7o isso, mas sinto que \u00e9 isso o que tenho que fazer.<br \/>\n<br \/>\nO convite que sinto nesse momento \u00e9 um convite para quem, eventualmente, tiver a paci\u00eancia  de ler esse meu relato, que olhe para si mesmo, que se pergunte por que age (ou reage) da forma que age (ou reage) quando se sente respons\u00e1vel por suas escolhas, respons\u00e1vel por seu viver, respons\u00e1vel por seu destino, quando tem a oportunidade de escolher entre ficar com a posse da chave da gaiola de ouro  &#8211; a gaiola das certezas, das verdades absolutas onde nos aprisionamos- , e com a chave em m\u00e3os escolher quando sair e quando voltar, ou entregar essa chave ao outro, a um pai, a uma m\u00e3e, a um chefe, a algu\u00e9m que, como um guru ou um l\u00edder, se atribua a propriedade pela verdade, a verdade absoluta capaz de explicar tudo, inclusive, as coer\u00eancias de seu viver num mundo que voc\u00ea mesmo  &#8211; como eu &#8211; criou e do qual parece que se transformou em ref\u00e9m, prisioneiro de si mesmo.<br \/>\n<br \/>\n<em>* 43 anos, 8 meses, 23 dias e 18 horas era minha idade ao t\u00e9rmino do quarto dia da segunda semana de forma\u00e7\u00e3o em Biologia Cultural. Adicione mais 4 horas e 20 minutos para saber meu tempo de vida quando terminei de escrever esse texto. Agora, qual ser\u00e1 a minha idade quando voc\u00ea o ler, s\u00f3 mesmo voc\u00ea para saber. Se quiser me contar, deixei-o registrado em seu coment\u00e1rio.<\/em><br \/>\n<br \/>\nPlaneta Terra, \u00e0s 22 horas do dia 17 de dezembro de 2009.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><img src=\"images\/stories\/mandala.jpg\" width=\"320\" alt=\"mandala\" class=\"alignleft\" \/>Desde agosto, mergulhei em um per\u00edodo que nomeei de \u201csab\u00e1tico\u201d, de maneira a classificar um momento de minha vida no qual escolhi abrir m\u00e3o de escolhas passadas e me permitir fazer novas escolhas. 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Voc\u00ea pode se perguntar: e eu com isso? <\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_s2mail":"yes"},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.discutindoarelacao.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/478"}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.discutindoarelacao.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.discutindoarelacao.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.discutindoarelacao.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.discutindoarelacao.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=478"}],"version-history":[{"count":5,"href":"http:\/\/www.discutindoarelacao.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/478\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":740,"href":"http:\/\/www.discutindoarelacao.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/478\/revisions\/740"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.discutindoarelacao.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=478"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.discutindoarelacao.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=478"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.discutindoarelacao.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=478"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}