Da super mulher à menina carente e desprotegida: como lidar com um homem imaturo emocionalmente

Sunday, 10 August 2008, 21:12 | | 1 comentário
Postado por Fábio Betti 

Queridas mulheres, aceitem nossas humildes desculpas. Não queremos enlouquecê-las com essa dificuldade de encarar cada uma de vocês como um ser absolutamente único e “incatalogável”. Embora essa dualidade seja quase que indefensável, o fato é que ainda não aprendemos a lidar com a nova realidade. Dizem que a origem do Homo Sapiens remonta a mais de 1 milhão de anos antes de Cristo; a emancipação feminina não tem mais do que 30, 40 anos! Dêem, portanto, um desconto pra gente, vai? Isso não quer dizer que vocês precisem aceitar serem mal-tratadas por nós, de modo algum. Precisamos evoluir, e passar a mão na cabeça não irá nos ajudar em nada.

A leitora Gilmara, que nos inspirou a escrever sobre este tema, sabe, no fundo, o que fazer para lidar conosco, enquanto prosseguimos vagarosamente em nossos estudos dessa “nova mulher”. Ela conta que o namorado está vivendo uma fase de imaturidade, por isso tem bancado a menininha carente e desprotegida. Assim, ele se sente o “poderoso chefão”. Em breve, o rapaz deve superar esse momento de fragilidade e deixar que a testosterona volte a falar mais alto. Aí, provavelmente, Gilmara terá que reassumir sua porção “super mulher”, para que o agora “super homem” sinta-se acompanhado de alguém a sua altura. Porque se ela insistir nessa coisa de menininha, ele pode acabar perdendo o interesse – bem,  provavelmente, primeiro ele vai se deliciar na posição de protetor, mas, passado um tempo, vai se cansar dessa função e buscar uma mulher que lhe pareça mais “desafiadora”, ou seja, forte, independente, autônoma.

Só mesmo uma mulher para conseguir alternar papéis dessa maneira rápida e, principalmente, inteligente. Só mesmo alguém com inteligência emocional acima da média para jogar esse jogo sem enlouquecer. Não que nós, homens, não sejamos capazes de encarar mudanças bruscas e repentinas, mas é que isso nos parece de um tamanho esforço que, muitas vezes, já nos sentimos esgotados só de pensar.

Por outro lado, pessoas semelhantes se atraem, e não os opostos, como se costuma dizer. Os opostos se repelem, porque relacionamentos crescem com as diferenças, mas só se perpetuam quando se alicerçam em afinidades. Nenhum casal vive sob o mesmo teto se não conseguir compartilhar, de vez em quando, o mesmo tipo de comida, o mesmo gosto por cinema, o mesmo estilo de liderança.

Por isso, se seu companheiro exige que você faça constantes malabarismos para ser a mulher que ele espera que você seja, olhe bem para o sujeito e se pergunte se ele é um aluno aplicado com dificuldades passageiras ou um freqüentador assíduo da turma do fundão, mais preocupado em fazer bagunça do que em aprender. Porque ficar com malandro também é uma escolha e, diga-se de passagem, não é uma escolha muito inteligente, na medida em que o malandro é sempre o tipo preguiçoso que vive às custas de alguém que o sustente, seja financeiramente ou emocionalmente.

Se você gosta de crianças, tenha um filho ou adote uma criança. Se você quer um companheiro, tenha um homem – não aceite nada menos do que um homem, ou seja, alguém que já tenha abandonado as fraldas, toma suas próprias decisões e se responsabiliza por elas. Lembrando um velho ditado – e este, sim, vale à pena ser lembrado -, quem dorme com criança corre o risco de acordar molhado – e é de xixi que estou falando…

Um comentário para “Da super mulher à menina carente e desprotegida: como lidar com um homem imaturo emocionalmente”

  • Daniela do Carmo says:

    Gostei muito do que você escreveu, poucos homens reconhecem esses malabarismos que nós temos que fazer. Também são poucas as mulheres que conseguem captar a necessidade de alternar papéis. Eu consegui, consigo e me sinto dona do mundo depois que descobri isso. Não só no relacionamento, até no trabalho.
    Acrescento uma informação importante para o contexto: toda mulher termina de criar o homem. Verdade incontestável.

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